Filmes · Livros

RESENHA: LIVRO (E FILME) 3096 DIAS — NATASCHA KAMPUSCH

Sinopse: “Em 2 de março de 1998, aos 10 anos, Natascha Kampusch foi raptada por um estranho em uma caminhonete branca, a caminho da escola em Viena, Áustria. Horas mais tarde, ele a aprisionou em um porão escuro e úmido. Quando ela conseguiu fugir, oito anos depois, sua adolescência havia acabado.

Em 3096 dias, Natascha conta sua história pela primeira vez: a infância complicada, o que aconteceu no dia do sequestro, sua prisão em um cativeiro de cinco metros quadrados e a tortura física e mental que sofreu ao longo dos anos por parte de seu algoz, o engenheiro de telecomunicações Wolfgang Priklopil, um homem extremamente perturbado.

3096 dias é, acima de tudo, uma história sobre o triunfo do espírito humano, em que Natascha descreve como, numa situação de desespero quase insuportável, aos poucos aprendeu a manipular seu sequestrador. E como, contra todas as probabilidades, conseguiu escapar ilesa.”

Por meio destas duas imagens acima, podemos perceber duas coisas: A) eu não tenho pena de riscar meus livros (já tive, but those days are gone), e B) a leitura foi tão incrível que eu tive que escrever “leitura incrível” no cantinho da página.

E realmente foi um dos melhores livros que já li na minha vida. Tanto que não acredito que demorei tantos anos para começar. Ganhei no meu aniversário de 15 anos e só fui ler esse ano, com 19! Um absurdo, eu sei. Mas, agora que terminei, eu poderia iniciar dizendo o quão feliz estou por ter um livro a menos encalhado na estante, mas prefiro falar do quanto ele foi uma lição de vida. Tentarei não ser tãããão específica sobre cada pensamento que tive ao ler ou esta resenha acabaria com mais de 50 páginas. Darei apenas uma visão geral, explicitando algumas partes favoritas minhas e terminando com uma crítica ao filme.

3096 dias é uma autobiografia de Natascha Kampusch e minha primeira surpresa foi notar o quão bem ela escreve. Natascha consegue prender a atenção do leitor e puxá-lo para dentro da história de uma forma que quando você para pra pensar “caraca, isso aconteceu de verdade com ela, não é só ficção”, é inevitável que um turbilhão de sentimentos te arrebate. O livro não se trata apenas de uma descrição objetiva e fria sobre os acontecimentos do cativeiro. Há bastante contexto e reflexões pessoais da Natascha inclusos, de modo a complementar os fatos narrados (suas conclusões a respeito da Síndrome de Estocolmo e sobre enxergar as coisas em preto e branco são dignas de atenção especial). E gostei imensamente de como a história não segue uma cronologia limitante. Ela não se prende a narrar fato por fato, um atrás do outro; os capítulos são divididos por espécies de “temas” e assim avança ou volta nos anos mediante necessário para montar todo um panorama do assunto.

Afirmo com convicção que uma das maiores lições que me foi passada com 3096 dias foi a da importância da nossa identidade. Por muitas vezes, tomamos isso como garantido até sofrermos uma opressão direta. Natascha passou mais de oito anos sob opressão extrema e constante. Teve suas vontades pessoais ignoradas, seus sonhos esmagados e sua integridade física corrompida. Foi submetida desde às mais simples e efetivas medidas de manipulação para tentar tirar dela sua essência — como raspar o cabelo e escolher um novo nome — até às mais devastadoras — tal qual ter a ideia de que não tinha ninguém que a amasse no mundo implantada em seu psicológico. Acho-a muito inteligente, desde a maneira como aprendeu a lidar com o sequestrador — mesmo sendo somente uma criança — até a coragem que teve para enfrentá-lo em certos momentos decisivos, culminando com a sua maior ousadia e ato de bravura: a fuga. Eu particularmente não sei se teria tido a mesma força, provavelmente teria sucumbido ao desespero. Um dia, quero muito conhecê-la pessoalmente para dizer de perto o quanto eu a admiro como ser humano e como mulher.

Já o filme… O que dizer? Achei ridículo. É isso. Além de extremamente focado na questão da síndrome de Estocolmo que Natascha tentou tanto desconstruir em seu livro, inverteram a ordem de alguns fatos e acabou ficando um meio-termo entre uma biografia e uma ficção e acabou por não servir inteiramente a nenhum dos dois propósitos, porque nem suspense e drama eles conseguiram balancear o suficiente — aliás, NADA. A cena em que Natascha foge e o final como um todo deveriam ter sido um dos melhores momentos do filme, quando, no entanto, não causou emoção nenhuma nem fez pulsar adrenalina nas minhas veias. O Quarto de Jack (Room), que não foi baseado em uma história real, conseguiu me manter bem mais apreensiva e nervosa que este. O filme não é bom o suficiente sequer pra manter a atenção dos espectadores, o que me deixa muito triste, porque o livro, como já mencionei, é um dos melhores que li na minha vida e eu realmente gostaria que um cuidado maior tivesse sido dado ao filme.

Outro ponto negativo é o enfoque desnecessário e apelativo que foi dado para as cenas de relações sexuais. No próprio livro, Natascha menciona que não gostaria de abordar essa parte de sua história e eu, como leitora e ser humano empático, também acredito que esse não é o cerne de sua trajetória no cativeiro. A pressão psicológica pela qual ela era submetida o tempo inteiro foi seu real tormento durante aqueles oito anos. Sua luta principal foi para não se deixar sucumbir psicologicamente. Não perder sua identidade, acima de tudo. O filme a transformou em uma personagem que parecia até mesmo feliz em certos momentos. Pela minha percepção e pelo que aprendi no livro, ela nunca esteve feliz naquele cativeiro. Ela apenas se deixava levar pelo instinto inerente ao ser humano de busca por normalidade. Vivendo em meio a um contexto de opressão total, ela se agarrava às migalhas de humanidade que às vezes lhe eram ofertadas pelo sequestrador e se sentia, em parte, grata por isso. Ela não tinha para onde ou como fugir, então tentava, por esses pensamentos, transformar sua realidade cruel em algo mais leve e suportável. Ela precisou fazer isso para manter-se sã e sobreviver àquilo tudo.

O filme não cumpriu seu papel de explicar essas reflexões ocultas que ocorriam em sua mente, deixando, assim, espaço para reações precipitadas de julgamento por parte do espectador. Logo, o longa se tornou não um símbolo de empatia para com a história profundamente emocional de Natascha Kampusch, mas um palco de exibição simplista, incoerente e superficial de Síndrome de Estocolmo.

Imagino que quem tenha assistido somente ao filme tenha considerado a história emocionante do mesmo jeito, mas, acredite, o livro vale muito mais a pena. Durante algumas pesquisas para esse post descobri que Natascha publicou em 2016 seu segundo livro, intitulado 10 Jahre Freiheit (Dez anos de liberdade, em tradução livre). Mal posso esperar para lê-lo, pois ainda estou ávida por sua história. Por fim, deixo abaixo algumas imagens reais de Natascha Kampusch e Wolfgang Priklopil.

Livros

Resenha: Livro DIRTY – Kylie Scott

Sinopse: “A última coisa que Vaughan Hewson espera encontrar quando retorna à sua casa de infância é uma noiva com o coração partido em seu chuveiro, e muito menos o drama e o caos que vêm com ela.

Lydia Green não sabe se incendeia a igreja ou senta e chora em um canto. Descobrir que o amor de sua vida está tendo um caso no dia do casamento é ruim o suficiente. Descobrir que é com seu padrinho de casamento é outra coisa muito pior. Ela escapa por pouco de se amarrar e conhece Vaughan apenas algumas horas mais tarde.

Vaughan é exatamente o oposto da imagem perfeita do empresário respeitado que ela pensou que se casaria. Este ex-músico que se tornou bartender é rude por fora e instável. Mas ela já tentou com um Sr. Certinho e descobriu que ele é tudo de errado, talvez seja a hora de dar  uma chance ao Sr-Não-Tão-Certinho-Assim.

Afinal, o que há de errado em se sujar um pouco?”

 

Tudo começou com uma pesquisa que recebi por email. Os 100 primeiros a respondê-la ganhariam um gift card de 10 dólares para usar na Amazon. Pois bem, ganhei. Fui para o site da Amazon e passei horas tentando escolher alguma coisa. Todos os livros que eu queria originalmente excediam o limite, então acabei ficando com esse e outro, os quais nunca nem ouvira falar na vida. Pensei, por que não me aventurar um pouquinho, não é mesmo? Achei a capa bonita e a sinopse interessante, resolvi dar um voto de confiança. Afinal, se não prestasse, pelo menos não tinha gastado nada.

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A narração do livro é em primeira pessoa, feita pela Lydia. Ela é uma figura. Não tem uma personalidade marcante, mas é muito fácil se conectar com ela. Apesar de ser a típica garota boazinha, também sabe se defender quando preciso. A história começa com Lydia fugindo do próprio casamento, pulando uma cerca enorme e invadindo a casa ao lado para se esconder dentro da banheira. É bem engraçado, especialmente pelos pensamentos sarcasticamente depressivos que ela tem enquanto narra a situação. A escrita de Kylie Scott me cativou já nesses primeiros capítulos e me vi lendo compulsivamente. Quando Vaughan apareceu, meu coração foi à loucura.

Não vou entrar em detalhes sobre os acontecimentos do livro, mas vou deixar aqui as impressões que fui tendo. Bom, tanto pela sinopse quanto pela capa, imaginamos Vaughan (adorei esse nome) como um bartender, mas na verdade ele é um músico (não ex, como afirma a sinopse) e trabalha como bartender por menos de uma semana, sendo esse apenas um trabalho temporário e não sua nova profissão. Com certeza Kylie quis dar tal toque para marcar o início dessa nova série de livros sobre o Dive Bar; ficaria mesmo meio incoerente fazer uma capa relacionada à música quando a série antiga já era sobre isso. Espera, deixem-me explicar melhor. Kylie Scott tem uma série de livros chamada Stage Dive Series, onde cada livro foca em um membro da banda Stage Dive. Podem ser lidos fora de ordem e separadamente, ou seja, um não interfere na história do outro, tanto faz você ler um como ler todos. Imagino que devam ter pequenas conexões entre eles, apenas não torná-los aleatórios um com o outro. Não cheguei a lê-los ainda, mas quem sabe um dia. Continuando, após todos os integrantes do grupo serem abordados, Scott resolveu criar uma nova série de livros, nomeando-a Dive Bar Series. Juro que ainda não captei qual o lance dela com o nome “dive”, porém, voltando ao ponto, para não perder completamente a ligação com os livros anteriores, este é centrado no guitarrista — pelo menos, eu acho que ele era o guitarrista, não lembro direito — da banda que abria os shows do Stage Dive. O nome da banda já não lembro também hahaha (talvez nem tenha sido citado e eu esteja batendo cabeça por nada). Resumindo, a tal banda fez tour com Stage Dive, porém acabou se desfazendo ao final dessa jornada, pois alguns dos participantes seguiram planos diferentes. Vaughan, então, volta para sua cidade natal — que, por um acaso, também é a cidade natal dos membros da Stage Dive, pois todos eles fizeram ensino médio juntos e se conhecem desde crianças (conexões, lembra?) — e lá conhece Lydia na sua banheira.

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O contexto dele não se resume a isso, contudo. Tem todo um drama familiar para o qual Lydia é puxada a fazer parte. Na primeira interação entre Vaughan e Nell (irmã do cara), eles têm uma conversa complicada, deixando várias informações ocultas, fazendo-me pensar que o enredo teria uma carga enorme de drama e darkness, talvez até se encaminhando para tratar de assuntos delicados, como tráfico de drogas ou problemas com álcool. Porém, acabou sendo um livro mais focado em romance mesmo. Tem drama e comédia em boas doses e é bom para descontrair, mas deixa a desejar em profundidade. Sabe quando você termina um livro e começa a refletir sobre a vida e todos os significados daquilo que você leu? Não tem isso aqui. A intenção desse livro é puramente te entreter para passar o tempo, não espere nada muito filosófico.

Que mais posso dizer? Vejamos… O tipo físico de basicamente todos os homens é bastante estereotipado. Tipo, ao extremo. Todos são fortes, musculosos, bonitos e charmosos. Faça-me o favor, né. O que a autora acertou na criação das aparências femininas, errou na dos caras. Lydia, sim, veio como uma quebra de padrões, orgulhando a nação; ela é gordinha e possui todos os atributos de uma mulher gente como a gente (oi, celulite), mostrando que protagonistas não precisam ser sempre magras e fisicamente perfeitas. Quanto às personalidades, os únicos que realmente conseguiram deixar uma marca duradoura em mim foram Nell, Eric e Andre. O resto, tanto faz como tanto fez. Vaughan é estupidamente temperamental. Odiei o fato de ser sempre ele a explodir com a Lydia, eu sei que isso mostra o temperamento impulsivo dele, mas caramba, não poderia ser ela uma única vez? Gostei das reações que ela teve nessas situações, pois achei bem parecidas com atitudes que eu mesma teria.

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Alguns errinhos básicos aqui acolá, como no início ela não se decidir se o nome do pai do Chris era Ray ou Ron (literalmente ambos foram usados) e no final a garçonete amiga da Nell, Rosie, ter sido esquecida no churrasco. Entendo que ela estava doente, mas se passaram dias, ela já deveria ter melhorado a tempo de estar presente na última cena. Por falar nesse final, ele foi bem fraco. Eu estava esperando uma super reviravolta envolvendo o tal jornalista, Brett Chen; talvez que ele soltasse uma manchete falsa e isso movimentasse um pouco as coisas. Ou então que os Delaneys passassem a perna na Lydia com o dinheiro e tudo se complicasse. Mas não, os conflitos acontecem em um âmbito mais interno do grupinho deles. Eric, Nell e Pat acabaram sendo uma história secundária bem mais interessante que Lydia e Vaughan (eles já estavam me fazendo revirar os olhos em algumas partes). Shippo a Nell tanto com o Pat quanto com o Eric, mas posso ser sincera? Queria muito que ela ficasse mesmo era com o Eric; daria um romance cheio de possibilidades. Mas pela sinopse do terceiro livro dessa série, que está para ser lançado em 2018, já vi que meu sonho foi estragado. Sabe o que é pior? Que vai aparecer outra mulher grávida na vida dele. Tipo????? Cara, ele já vai ter um filho com a Nell, não precisa trazer outra grávida pra história. A não ser que a Kylie Scott faça a Nell perder o bebê, porque isso vai explicar algumas coisas e me enfurecer absurdamente. Ademais, as continuações — o livro 2 é sobre o Joe e o 3, sobre o Eric — parecem fracas e não me deram vontade de ler.

Caraca, critiquei bastante. Bem mais do que pensei que ia quando comecei a escrever essa resenha, mas juro que gostei do livro. Não é uma obra-prima, mas conseguiu me prender; dou três estrelinhas. É isso, pessoal. Se alguém teve a coragem de ler até aqui, obrigada e nos vemos no futuro.

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Meus trechos preferidos do livro (em inglês, porque li assim e não quero que a beleza se perca na tradução):

When something is no longer working, changing your plans is not giving up. It’s not failure.”

“One of the main problems with being female, however, is our propensity for tears. Even when we’d rather not, those sucker glands get all worked up, squeezing out the salt water, making us look and feel weak when we’d rather be going medieval.”

 

PS.: Como o livro não tem filme e as imagens oficiais se resumem basicamente à capa, usei montagens que encontrei pela web para complementar o post. Nenhuma delas é criação minha.

Filmes · Livros

Resenha: Livro Before I Fall (Antes Que Eu Vá)

Sinopse: Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no colégio que freqüenta – da melhor mesa do refeitório à vaga de estacionamento mais bem-posicionada.

Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte – descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.

 

A primeira vez que eu ouvi sobre essa história foi no Twitter, quando alguém fez um tweet com o trailer do filme. De cara eu já gostei por motivos de: Zoey Deutch. Gosto dela desde Vampire Academy (minha série preferida de livros depois de Harry Potter) e vê-la como protagonista já atiçou minha curiosidade. Achei o trailer bem legal e fui logo pesquisar mais informações, como data de estreia e elenco; acabei por descobrir que é baseado em um livro. A partir daí eu não podia passar por ele na livraria que ficava admirando, até que ganhei de presente dos meus pais um dia.

Comecei a ler sem grandes pretensões. O trailer em si não deixou muita coisa explícita, então eu não sabia bem o que esperar. No começo, confesso que fiquei um pouco incomodada. A protagonista, Samantha Kingston, é muito sem noção, a típica garota popular de ensino médio que vemos em filmes. Ela é má com as pessoas e acha que tudo é justificável porque essa é a ordem natural da vida. Sempre haverá alguém rindo e alguém sendo o motivo da piada, esse é mais ou menos o lema que ela cultua. Isso me irritava muito, mas, como eu disse, foi só o começo, basicamente o primeiro dia. Ah, esse é um ponto importante: o livro não é dividido em capítulos, mas em dias – sete. Ou seja, Sam repete o mesmo dia sete vezes. Só que ela não sabe disso ainda (sinceramente acho que nem nós, leitores, deveríamos saber, eles meio que estragaram um pouco dando essa informação já na sinopse).

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O dia começa bem normal. É o Dia do Cupido, um evento da escola em que as pessoas mandam e recebem rosas de amigos e admiradores. Quanto maior o seu buquê, mais popular e amado você é. Ela e as amigas são as garotas mais populares do colégio, consequentemente terminam o dia com as maiores quantidades. É tudo o que importa para Samantha. Isso e seu namoro com Rob Cokran, o suposto cara mais bonito de todos. Ao longo do dia ela pesca em uma prova, flerta com o professor de matemática, despreza seu antigo melhor amigo de infância (sabe, do tempo em que ela não era popular ainda), humilha algumas pessoas, mata aula, fuma, bebe e vai a uma festa. Nada que ela e seu grupinho não façam com frequência. Até que na volta para casa após essa festa acontece um acidente de carro. Ela no banco do passageiro, a melhor amiga bêbada dirigindo, um flash branco. Fim do dia. Esse primeiro “capítulo” é bem introdutório, está mais para uma análise do contexto fútil em que os personagens estão inseridos. Para mim, a história só começa de fato a partir do segundo dia. Não vou ficar descrevendo um por um, mas é tocante ver a evolução dela ao longo desse período. Dizem que as cinco fases do luto são negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Sam passa por todos esses estágios, mas não necessariamente nessa ordem.

Durante essa semana ela questiona tudo o que sempre considerou normal, passando a ver a si mesma e aos outros sob uma nova perspectiva. Samantha descobre verdades sobre pessoas que antes achava que conhecia tão bem e o verdadeiro caráter delas finalmente se torna claro. Ela vê que cada uma de suas ações tem conseqüências, sejam boas ou ruins. Um dos meus trechos preferidos do livro é quando ela se dá conta disso:

“É impressionante como as coisas mudam com facilidade, como é fácil começar na mesma estrada que sempre pega e parar em um lugar novo. Um passo em falso, uma pausa, um desvio, e você acaba com novos amigos, uma reputação ruim, um namorado, ou um término de namoro. Nunca me ocorreu antes; nunca pude enxergar. E me faz sentir, estranhamente, como se todas essas possibilidades existissem simultaneamente, como se cada momento que vivemos contivesse milhares de outros momentos diferentes.”

A leitura flui sem esforço, dá para manter o ritmo sem perder o interesse. Gostei bastante do modo como a Lauren Oliver escreve. A linguagem e o psicológico da protagonista é tipicamente adolescente e fácil de nos envolver, mas o que eu mais gostei é que Lauren mostra ao invés de só apontar. Por exemplo, uma coisa é você dizer “ah, isso está acontecendo comigo”, outra é você descrever suas percepções à medida que tal coisa acontece. Quando Sam está passando por fortes emoções no livro e se encontra confusa, ela não diz simplesmente “eu estou confusa”, ela joga tudo que está passando por sua cabeça no papel, frases e palavras aleatórias que surgem em sua mente. Isso torna a personagem mais viva, mais próxima dos leitores, porque nós, seres humanos, somos assim, pensamos mil coisas ao mesmo tempo e isso aumenta quando estamos emocionalmente alterados. Achei um recurso bem interessante que eu nunca tinha visto ser tão bem explorado em uma narração.

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O livro tem uma forte carga dramática, basicamente você já sabe qual será o destino dela desde o começo, até porque a própria personagem fica fazendo algumas observações como se estivesse no ”futuro”, mas ao mesmo tempo eu, como a boa iludida que sou, esperei que algo de extraordinário acontecesse para salvá-la, pois é fácil se apegar a Sam. Ela não quer ser uma má pessoa e luta para mudar e você quer que ela consiga, então fica aquela agonia sem fim. Mas, o mais impressionante, é que eu não chorei no final, acabou sendo exatamente do modo como deveria ser. O desfecho fez muito sentido para o enredo, encerrando o livro da melhor forma.

Para fechar com uma opinião geral, eu digo que é um ótimo livro, realmente gostei e acho que vale a pena. Não serve somente para entreter, ele também carrega uma forte lição de vida para aproveitar cada momento como se fosse o último, pois “para alguns de nós, há apenas o hoje e a verdade é que nunca se sabe quando chegará a sua vez”.

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P.S.: Se você gostou do livro/filme If I Stay (Se Eu Ficar), provavelmente vai gostar de Before I Fall.

Livros · Séries

Piores spoilers que já peguei

Houve um tempo na minha vida que eu aleguei não me importar com spoilers. Antes de comprar um livro, eu conferia primeiro a sinopse e em seguida ia direto para a última página. Eu gostava de saber o final antes de sequer começar a ler. Estranha, eu sei. O fato é que eu não ligava se as pessoas me contassem quem ia ficar com quem ou o que ia acontecer. Na verdade, era eu quem chegava para os outros e perguntava. Não é à toa que eu até ganhei o apelido de “senhorita spoiler”, não é mesmo?

Porém o dia chegou de me darem um spoiler tão terrível que eu passei a entender o motivo de todo mundo reclamar quando eu soltava uma informação ou outra. Eu me senti tão horrorizada com o que descobri que iria acontecer com meus personagens que fiquei triste por semanas a fio. Achei que iria superar, mas até hoje não sei se consegui por completo. Então agora, exatamente após ter acabado de descobrir mais um spoiler absurdo e estar em um momento crucial de sofrimento, venho trazer essa pequena lista com aqueles que mais acabaram comigo.

 

  • Morte da Tris (Divergente)

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Vocês vão perceber que todos os spoilers que classifiquei como “os piores” são referentes à morte de personagens. Eu ainda não me importo se alguém me contar o par romântico que vai se formar na série ou no livro (desses eu gosto). Agora descobrir abruptamente que aquele personagem tão importante vai morrer é demais para mim.

Tive o primeiro gostinho dessa sensação horrível quando estava conversando em um grupo no Whatsapp. Conversa vai, conversa vem, todo mundo comentando sobre livros interessantes… Caí na besteira de mencionar que estava lendo Divergente. Pra que, eu me pergunto, fui fazer tal coisa? Não demorou nem dois segundos para a resposta vir: “ah, minha amiga ‘tá lendo, a Tris morre no final”. Pronto, acabou meu dia, minha semana, meu mês. Meu coração se partiu de uma forma que parecia que meu animalzinho de estimação tinha morrido. Fiquei muito mal mesmo. Não conseguia nem respirar sem lembrar que a Tris não poderia mais fazer isso, já que estava morta (não sou canceriana, juro).

Como desgraça pouca é bobagem, eu decidi que não iria acreditar no que tinham me falado. A Tris não tinha morrido e ponto. A Veronica Roth não seria cruel a esse ponto, seria? Pois bem, lá se vai eu tirar a prova. Sem nem ter terminado Divergente, peguei meu Convergente (ganhei a série inteira de aniversário) e folheei até os últimos capítulos. Li uns trechos por alto até que achei: a página da morte dela. Depois disso foi tudo um borrão e um trauma surgiu em mim. Não consegui mais voltar a ler Divergente sem ficar com raiva da Veronica e sem sofrer. Apenas hoje, três anos depois, é que tomei coragem para retomar a leitura.

 

  • Morte do Sammy (Dance Academy)

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Ok, Dance Academy, série fofinha sobre balé, conteúdo leve, classificada por alguns até como infantil. Eu pensei “ah, legal, não vou sofrer”. Errado. Sofri e sofri muito. Faltavam mais ou menos uns sete episódios para eu terminar a segunda temporada e meu ritmo era de um por dia. Só que eu tenho o problema de não saber assistir a série. Eu tenho que ir atrás da vida de todos os atores, seus trabalhos anteriores e encher meu notebook de pastas com fotos (esse último somente se eu amar muito). Em uma das minhas buscas por fotos no We Heart It, dei de cara com uma montagem resumindo todos os personagens em emojis. Ao lado do nome do Sammy tinha uma caveira. Uma CAVEIRA! Ainda demorei um pouquinho para processar, mas quando a ficha caiu, entrei no estado de negação novamente. Passei o resto do dia maratonando os episódios que me faltavam. Eu precisava ver com meus próprios olhos. E vi. Foi horrível, incabível e inexplicável. Não mostrou o acidente, não mostrou o corpo, não mostrou o enterro, simplesmente tiraram aquele anjo da série! Não fez sentido nenhum ele ter morrido! Não fez, não fez, não fez! O coitado teve que passar por um monte de dificuldade a série inteira só pra morrer justo quando a vida dele estava se acertando. Argh! Odeio quem escreveu aquilo.

 

  • Morte da Marissa (The O.C.)

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Sabe quando eu disse no começo “Então agora, exatamente após ter acabado de descobrir mais um spoiler absurdo e estar em um momento crucial de sofrimento…”? Estava me referindo a isto. Durante uma pausa nos meus estudos ontem, resolvi que ia assistir um episódio de Friends para relaxar. Só que, por uma jogada do destino, acabei parando em um vídeo no Youtube sobre os 10 momentos mais tristes de séries adolescentes. Achei que não teria nada demais eu dar uma olhadinha. Até que chegou o número 6 e advinha qual é? “Morte da Marissa em The O.C.”. Não consegui segurar meu grito. Fiquei completamente chocada (ainda estou). Não consigo acreditar que fizeram isso. Não que ela fosse a melhor das personagens – na verdade, ela era bem chata –, mas morrer logo após se formar não era o final que eu imaginava para ela. A garota passou por tanta coisa, fala sério. Nasceu sendo filha de uma mãe horrorosa que por muito tempo parecia nem ligar para os sentimentos dela, teve que lidar com a separação dos pais, ser obrigada a morar com o padrasto irritante, ser “abandonada” pelo pai e etc etc etc. Isso sem contar todas as experiências de quase morte que ela teve antes. Marissa andava bem longe de ser minha personagem preferida, mas confesso que me acabei de chorar ontem quando descobri da morte dela. Não fez sentido para o enredo, sinceramente. Se era para fazer um plot twist a ponto de chocar todo mundo, o Sandy era o personagem indicado. Eu amo o Sandy com todas as minhas forças, porém uma tragédia com ele seria muito mais explicável para a história. A morte da Marissa, na minha visão, parece uma tentativa ridícula de colocar um ponto final no romance vai-e-volta dela e do Ryan. De todas, no entanto, essa foi a morte mais fácil de superar. Algumas lágrimas, muita indignação e menos de 24 horas depois, estou aqui pronta para maratonar os oito episódios que me restam para ver de fato o acidente.

 

  • MENÇÕES HONROSAS
  1. Morte do Francis (Reign)

Fiquei triste quando descobri da morte do Francis, mas considerando que o enredo é baseado na história real da Mary, Queen of Scots, isso já era esperado em algum momento. Claro que no fundo eu tinha esperanças de que eles fossem ignorar esse fato na série, porém, é aquele velho ditado, fazer o que, né?

  1. Morte do Stefan (The Vampire Diaries)

Esse spoiler aconteceu tão naturalmente que o choque foi imediato. Deixei de entrar no Twitter no dia que o último episódio saiu justamente para não ver nada que me surpreendesse, mas foi só entrar no dia seguinte para ler no primeiro tweet essa notícia. Fiquei com muita raiva, no entanto, parando para analisar, não é tão devastador assim. Afinal, ele era um vampiro que viveu não lembro quantos séculos. Isso é mais do que todos nós um dia viveremos, então não foi tão difícil de superar quanto a morte de um personagem jovem que mal viveu alguma coisa.

Filmes · Livros

Livros intensos que foram transformados em filmes de comédia

Não é de hoje que todo mundo sabe que adaptações cinematográficas de livros tendem a não ser fiéis. Afinal, é preciso que os roteiristas coloquem o seu toque pessoal ou mudem alguns fatos para dar mais dinâmica e caber no tempo que foi estipulado. O problema, no entanto, começa quando a intervenção se torna grande demais, distorcendo a obra original. Se eu tivesse que citar aqui todas as adaptações que foram verdadeiros fiascos, a lista ficaria tão enorme que seria impossível de ler. Então, para resumir, escolhi três livros que eu amo e que me decepcionaram bastante no cinema, não porque se transformaram em filmes necessariamente ruins, mas porque sofreram uma mudança absurda de gênero e foco na telona.

  • O Lado Bom da Vida

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De acordo com as minhas contas, eu já debati com umas duas a três pessoas por terem dito que esse filme superou o livro. Mas é nunca no universo! O enredo do livro é focado em um cara  mentalmente debilitado. Ele acabou de sair uma clínica e não pode chegar perto da própria esposa, porém ele não lembra o motivo, então começa a trabalhar em cima de tudo que ela não gostava nele. Basicamente ele está em uma jornada para se tornar alguém melhor por ela. O protagonista não se vê como uma pessoa perturbada, mas nós sabemos que ele é, o que nos faz analisar as ações sob uma perspectiva diferente da dele. Até que ele conhece outra mulher que também sofre com problemas mentais e, juntos, iniciam uma espécie de amizade meio esquisita.

Esse foi o primeiro livro que eu li cujo protagonista passa por turbulências mentais. Não vou dizer que é uma grande análise da psique humana, mas certamente serve ao seu propósito de nos trazer um romance mais incomum entre duas pessoas que perderam o rumo na vida. É tudo muito sutil, desde o modo como a relação com a família dele vai mudando até o romance que se desenvolve. Não vemos uma paixão arrebatadora, mas um “entendimento de dores”, por assim dizer. Impossível negar que superou minhas expectativas.

Agora, imaginem só minha cara ao assistir o filme pela primeira vez. Toda a intensidade do livro foi transformada em uma comédia romântica! Ninguém é mais a favor de comédias românticas do que eu, porém não nesse caso! Ainda sinto raiva toda vez que lembro do potencial que tinha e no que se tornou. Desnecessário citar todas as milhares de diferenças entre um e outro, mas não tem como deixar de destacar a minha cena preferida que foi alterada. Se você já viu o longa, lembra daquela parte do concurso de dança? Pois bem, eu achei aquilo uma palhaçada! O que foi aquele vexame???? No livro, eles treinam o tal salto várias vezes e fazem uma apresentação impecável como resultado de muito treinamento, mostrando uma evolução pessoal do Pat (o principal), além de servir como marco para o início do romance. Sem contar que na performance original toca Total Eclipse Of The Heart (não preciso dizer mais nada).

Não me entendam mal, o filme é bom. Eu gostei. O que estou ressaltando aqui é que não funciona como adaptação. São duas obras boas que deveriam ter vindo ao mundo separadamente e não formando um pacote (desculpem as metáforas e não desistam de mim). A única coisa boa dessa junção foi ter me dado uma das capas mais lindas da minha estante.

  • Vampire Academy

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Só eu sei há quanto tempo espero um cantinho para falar sobre a minha série de livros preferida de todas (ela e Harry Potter ocupam o mesmo espaço no meu coração). No caso, despejar toda a minha frustração em relação ao filme. Então, lá vai!

O filme em si não é uma comédia, como eu afirmei no título, mas também anda longe de seguir o suspense adolescente do livro. “‘Twilight’ meets ‘Harry Potter’ meets ‘Mean Girls'” foi a definição dada pela Teen Vogue. É bem isso mesmo. Eles pegaram uma história cheia de ramificações e mistérios a serem resolvidos a la HP e transformaram em um filme de colegial cujo foco principal é o casal romântico e as intrigas banais. Vampire Academy, apesar de ter personagens jovens e uma protagonista bem sarcástica, apresenta uma certa seriedade, tratando de assuntos como depressão, o sentimento de dever e as obrigações impostas pela sociedade em que se vive. No filme tudo isso foi diminuído ao patamar do entretenimento somente.

O engraçado é que eu assisti o filme antes de ler e amei muito, tanto é que fui atrás dos livros imediatamente e os devorei o mais rápido que pude. Depois, quando reassisti, percebi a real discrepância.

  • As Viagens de Gulliver

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Li esse livro como paradidático quando estava no 7º ano. Na época, eu não entendia muito bem o que era uma sátira, mas hoje percebo a genialidade dessa obra. Gulliver é um personagem que, devido aos mais diversos acontecimentos, acaba parando em quatro terras diferentes, que contêm, dentre outros, pessoas minúsculas, gigantes e cavalos falantes. No meio de tanta loucura, os hábitos humanos são destrinchados e criticados sutilmente. Se até nos dias atuais é possível causar incômodo no leitor pelas críticas que faz à sociedade, imagine na época em que foi lançado em 1726. Realmente um clássico!

Pesquisando, descobri que já existiram muitas adaptações para esse livro, inclusive em desenho animado, contudo, nesse post, refiro-me somente ao filme de 2010. É engraçadinho, com bons atores, mas não passa disso. Não tem um pingo do fundo reflexivo que o original possui. Não te faz pensar nem questionar nada e, por isso, acaba se tornando só mais um filme entre tantos. Além de que se prende em uma só das quatro terras inusitadas conhecidas por Gulliver, não dando enfoque para a mais significativa delas: o país dos cavalos. Não pretendo assistir uma segunda vez.

Séries

Séries que eu gostaria que todo mundo assistisse

Sabe quando você está assistindo uma série e tudo que você quer é alguém pra comentar? Eu passo por isso constantemente. Juro que não sei o que seria de mim se o twitter não existisse, porque se eu tivesse que depender das minhas amigas, “ignorada” seria meu sobrenome. Só quem já passou entende o quanto é ruim quando o OTP tem uma cena muito maravilhosa e nenhum dos seus conhecidos sequer sabe de quem você está falando, então segue aqui embaixo uma listinha com as séries que eu gostaria que todo mundo conhecesse.

 

  • Dance Academy

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Passava no Boomerang antigamente e vez ou outra eu via um episódio, mas só comecei a assistir de verdade ano passado (2015) e, boy, que idiota eu fui por não ter começado antes! Dance Academy é uma série totalmente subestimada! É classificada meio que como infantil, então já afasta um certo público por isso, porém garanto que vale para todas as idades. Quem gosta de ballet ou dança no geral, é parada obrigatória. Engana-se, no entanto, quem pensa que é só disso que se trata. Aproveita que está no Netflix (a única da minha lista que está lá, infelizmente) e termina todas as temporadas (são só três, dá pra terminar em dois dias) antes que o filme seja lançado (siiiim, vai ter filme!!!!).

 

  • The Royals

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Estou cansada já de pedir que as pessoas assistam essa série. Fiz até post aqui no blog, mas senti a necessidade de repetir a recomendação. Agradecimentos eternos à minha amiga maravilhosa que me pressionou pra assistir pela primeira vez (oi, Gaby, sua linda, caso esteja vendo isso). A terceira temporada acabou de começar e está arrasando muito, corram! Bônus: essa série tem um dos melhores OTPs da vida (jaspenor na veia)!

 

  • Skam

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Essa daqui foi uma surpresa até para mim. Se você tem twitter, é quase certeza já ter visto alguém comentando na sua timeline. Sério, parece que todo mundo naquele rede social está assistindo essa série ultimamente. Na vida real, porém, ninguém que eu conheço assiste. Resolvi ver para tirar minhas próprias conclusões. Os primeiros episódios foram meio estranhos para mim, mas depois de dois eu já estava recuperando minha antiga habilidade de maratonar e acabando com tudo. Agora que terminei a primeira temporada, mas vale muito a pena!

 

Bom, então é isso. Três pequenas sugestões para as férias. Sinto muito não ter colocado nada de comédia nessa lista, mas é sempre bom manter a cota de drama para você perceber que não é o único que passa por situações difíceis nesse mundo. Ah e curiosidade: Dance Academy é australiana e Skam é norueguesa – The Royals é americana, mas retrata personagens britânicos –, portanto se prepare para ouvir os melhores sotaques do mundo. Assistam, assistam, assistam!

 

PS: Para quem não entendeu nada quando eu falei, OTP, segundo o Dicionário Informal, significa One True Pairing, que é a combinação única de dois personagens em uma história, assim fazendo o casal perfeito.

Filmes

Surpresinhas que achei no Netflix

Já dizia o ditado: quem é vivo sempre aparece. Pois bem, olá, não é mesmo? ENEM é passado na minha vida agora e, apesar de ainda não ter decidido se isso é um fato bom ou ruim, pelo menos uma coisa é certa: não posso mais reclamar que não tenho tempo para escrever minhas besteiras por aqui. Então aqui estou de volta com uma lista de filmes que achei por acaso no Netflix (exceto um que foi, na verdade, indicação de uma amiga) e que me surpreenderam bastante. Aproveitem que já estamos em clima de férias!

  • Copenhagen

Namorando aqui e ali pela Europa enquanto procura o avô que nunca conheceu, William faz amizade com uma menina de 14 anos que muda seu modo de ver as mulheres.

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A sinopse disponibilizada pelo Netflix não é a mais atrativa, mas decidi assistir mesmo assim em um dos meus momentos de cansaço entre pilhas de exercícios escolares. E que surpresa eu tive ao me ver cada vez mais apaixonada por esse enredo a medida que os minutos iam passando. O filme é simples na medida certa, a trilha sonora é incrível e o cenário vai te fazer querer arrumar as malas imediatamente. Ao final, eu estava tão encantada que saí recomendando para todos os meus amigos.

O longa começa com foco na procura pelo avô, mas inevitavelmente muda para a relação entre o protagonista, William, e a fofa da Effy. Até aí tudo bem, você pensa “ah, ok, só mais um romance”. Então a bomba é lançada: ela tem 14 anos. E ele, 28! Imaginem o meu drama. A trama vai se desenrolando e eu fico cada segundo mais agoniada, porque não consigo não shippar os dois e, ao mesmo tempo, tenho plena consciência de que eles não podem ter um presente juntos (um futuro, quem sabe). Ela é tão madura para a idade que eu passei o resto do filme inteiro esperando o momento em que ela diria que era tudo brincadeira e eles iriam poder ser felizes. Claro que, para a minha decepção, esse momento não chegou. No entanto, foi necessário que não chegasse mesmo, porque um dos pontos-chave da estória é exatamente o amadurecimento de Will, que, apesar de estar quase nos 30, tem uma mentalidade inferior à de Effy.

Outro aspecto positivo é que o desfecho é bem “pé no chão”. Não foi o que eu gostaria que tivesse acontecido, porém foi o que precisava acontecer (e o fato de eu ter aceitado isso de modo tão tranquilo revelou um crescimento não só do personagem, mas meu também haha). Desnecessário dizer que minha imaginação de ficreader/ficwritter criou mil e uma continuações, né?

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  • Flipped/O primeiro amor

Juli é uma menina que sente um amor platônico não correspondido por Bryce. Na adolescência, ela finalmente tem chance de realizar seu sonho.

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Eu achei que Copenhagen tinha sido a minha descoberta do ano, mas esse daqui tomou o posto. O filme mais fofo do mundo inteiro! Aquele tipo que você deve assistir pra se tornar uma romântica sonhadora. Porém, o melhor de tudo, não é nada clichê! Resumindo, tem uma menina que se apaixona por um menino quando eles ainda eram bem pequenos e ela gruda nele como chiclete desde então. O problema é que ele odeia isso, logo, odeia ela também. Mas ela acha que ele, na verdade, gosta dela sim e apenas é tímido demais para admitir, então cabe a ela dar todas as oportunidades possíveis para que ele se declare. Entendeu a confusão? Eles vão crescendo e, à medida que a maturidade vai chegando, Juli percebe que talvez o Bryce não seja tudo aquilo que ela idealizou, enquanto ele começa a notar que ela é muito mais do que a garotinha chata que ele pensava. Ou seja, um desencontro de sentimentos total! Lá pro meio do filme eu já estava roendo as unhas.

O filme é narrado sob a visão de ambos, então é muito engraçado ver as perspectivas de cada um sobre um mesmo acontecimento, já que eles geralmente pensam coisas completamente opostas. E, para completar, ainda tem um gostinho vintage, pois, apesar de ter sido lançado em 2010, retrata uma década mais antiga (que, no momento, não me recordo, sorry).

Curiosidade: pesquisando as imagens para colocar nesse post descobri que Flipped é a adaptação de um livro de mesmo nome, que amor!

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  • The Best of Me/O Melhor de Mim

Eles se adoravam no colégio e voltam a se encontrar num enterro. Apenas memórias dolorosas impedem a volta de um grande amor.

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            Opa, só de lembrar já sinto vontade de encher baldes com as minhas lágrimas. Não se enganem com a sinopse meio bleh, esse filme é bom o suficiente para te deixar sofrendo por semanas. Sério, acho que ainda não superei! Pra não enrolar muito, só vou soltar aqui que é baseado em um livro do Nicholas Sparks, preciso dizer mais?

Ah e o elenco é de tirar o fôlego!

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  • Barefoot/O Seu Jeito de Andar

Para mostrar à família que está em uma relação firme, o funcionário de um hospital psiquiátrico pede para uma das pacientes fingir que é sua namorada.

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            Novamente a sinopse é uma decepção. Netflix me contrata que eu faço melhor, miga. Primeiro que ninguém pede ninguém para ser nada. Os fatos simplesmente vão se desenrolando e o fingimento acontece de ser uma situação conveniente para ambos. Em minha opinião, esse nem sequer é o foco da estória, que se trata do romance meio atípico entre uma garota que todos acreditam que seja psicologicamente perturbada e um cara que perdeu o rumo da vida. A inocência dela e o caráter dele são duas preciosidades bem trabalhadas no filme. Apesar de ter algumas falhas no quesito verossimilhança (spoiler: fala sério, se o médico era capaz de ligar para o Jay, por que a polícia não rastreava de uma vez o celular dele e achava os dois?), merece respeito por chamar atenção para a importância da ligação emocional.

Livros

Resenha: Minha Vida Fora de Série

 

Hey, there! Tudo bom com vocês? É meio estranho estar escrevendo aqui depois de tanto tempo, mas saibam que eu fui até boazinha, já que meu antigo plano era voltar a fazer posts somente depois que esse pesadelo de ENEM passasse. Acontece que esse plano teve que ser abortado no momento em que eu terminei de ler a ultima página de Minha Vida Fora de Série e me vi completamente solitária sem ter alguém para compartilhar meus comentários. Foi então que me lembrei que esse foi exatamente o motivo pelo qual eu criei o blog e, bom, cá estamos!

Há anos passo por esse livro nas prateleiras das livrarias e ele sempre esteve na minha lista de futuras leituras, porém havia muitos outros na frente e eu estava em uma fase tão séria de vício por séries que quase não sobrava tempo para leitura (uma vergonha, eu admito). Além de tudo, eu ainda estava enrolando para ler Fazendo Meu Filme 4, já que não queria me despedir da Fani de jeito nenhum. Logo, Minha Vida Fora de Série foi sendo deixado de canto.

Só que, em maio, descobri que a Paula Pimenta viria para Teresina para participar do SALIPI (Salão do Livro do Piauí) e quase que enlouqueci minhas amigas de tão animada que fiquei! Afinal, não é todo dia que uma autora que você admira e pensou que nunca fosse conhecer anuncia que vai dar uma passadinha na sua cidade (a não ser que você more em São Paulo, ai sim essas coisas devem acontecer todos os dias…).

Quando o dia chegou, fui para o SALIPI, passei horas em uma fila para pegar a pulseira que me garantiria um autógrafo, surtei bastante no bate-papo literário da Paula (especialmente quando ela comentou que os livros podem, inclusive, virar série de TV – já imaginou?), tive o prazer de fazer uma pergunta pra ela e, depois de muitas horas, finalmente consegui o meu sonhado autógrafo!

Onde Minha Vida Fora de Série se encaixa nisso? Bem, eu estava lá na fila (entediada), segurando meu livrinho Fazendo Meu Filme 1 que eu tinha trazido de casa na mão quando passaram do meu lado vendendo todos os livros da Paula. Por pouco não comprei Um Ano Inesquecível, que eu também estou cobiçando há tempos, mas, como terminei FMF4 ano passado, me vi livre e desimpedida para comprar MVFS e foi o que fiz. Na hora do autógrafo, eu só poderia escolher um para ser assinado, então deixei FMF de lado e levei MVFS, pois assim eu sempre lembraria que ganhei aquele autógrafo no dia em que comprei o livro também e, de alguma forma, isso pareceu especial para mim. Até anotei a data na capa para não esquecer!

 

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Partindo finalmente para a resenha, gostaria de dizer, antes de tudo, que esse livro me encantou de uma maneira surpreendente. Não pensei que fosse gostar tanto de lê-lo e me arrependo por não lido antes. É uma leitura tão leve e fluída que terminei em menos de 3 dias (dava pra ter sido antes, mas meus compromissos escolares não permitiram…). Tudo nele é fofo, seguindo o estilo de FMF, e eu achei essa capa a coisa mais linda do mundo!

Sabe, eu me achava muito Fani, mas quando comecei a ler MVFS, percebi que eu também sou muuuito Priscila! A Pri e eu temos os mesmos pensamentos e ela é louca por seriados como eu, dá pra ser mais incrível? Aliás, o primeiro que ela assiste é Gilmore Girls e quem me conhece sabe o quanto eu AMO essa série! Das outras que ela assiste, confesso que algumas eu nem conhecia e outras, como Friends, The O.C. e Smallville, ainda não terminei todas as temporadas, mas já estão todas catalogadas na minha lista de “séries que preciso assistir antes de morrer”.

Além dos seriados, a Priscila também é apaixonada por animais, o que fez eu me identificar ainda mais com ela! Inclusive, ao terminar o livro, fui correndo procurar ONGs para me voluntariar, seguindo o exemplo do Rodrigo. Ai, ai, Rodrigo… Que garoto é esse, minha gente? Quando li FMF, eu achei eles um casal fofinho, mas nada se compara aos feelings que eu tive ao acompanhar o início da história desse dois! Definitivamente virou um dos casais ficcionais que eu mais amo e que shipparei pelo resto da minha vida! O problema foi quando eu lembrei do que vai acontecer com os dois mais pra frente e me vi querendo dar uma sacudida na Paula por ela ter feito isso (quem leu FMF vai entender).

Falando novamente do Rodrigo, digo que ele tornou bastante complicada a minha vida agora, uma vez que não serei capaz de arranjar um namorado sem compará-lo com ele. O garoto é bateirista, escreve poesias, gosta de séries, ajuda os animais… Acho que preciso tomar fôlego! Como não se apaixonar? Ele e a Priscila formam uma dupla perfeita, pois ela é toda extrovertida e desinibida. Amei conhecer mais a fundo a personalidade desses personagens que me fascinaram desde FMF.

O enredo é relativamente simples e tão “vida real” que me peguei pensando em vários aspectos da minha própria vida. Claro que não é comum o irmão do cara que você gosta ser um super vilão cujo objetivo é destruir o seu romance (talvez eu tenha soltado um leve spoiler ai haha), mas, de modo geral, foi bom ler algo que não envolvesse grandes conspirações e distopias. A Paula tem uma escrita gostosa que não te deixa desgrudar os olhos! Adorei os “toques” que ela deu ao incluir a Fani em alguma partes e, quando o Leo repara nela, eu cheguei a dar um gritinho de tanta emoção. É, eu sou boba a esse ponto.

Por último, só tenho a dizer que, se você é como eu e não consegue ler um livro sem ir atrás de todas as referências musicais, cinematográficas ou qualquer outra que sejam citadas, não vai conseguir parar de escutar, caso ainda não conheça, Uptown Girl e Maybe I’m Amazed. Pelo menos, eu não estou conseguindo!

Espero que eu tenha inspirado vocês a lerem Minha Vida Fora de Série. Garanto que não vão se arrepender! Agora, se me dão licença, eu preciso urgentemente começar a ler a 2ª temporada!

(Créditos da primeira imagem ao blog http://jaquelinelima.com/)

Séries

Resenha sobre The Royals

Terminei a 2ª temporada há umas duas semanas e fiquei com tantos comentários na ponta da língua que decidi fazer uma pequena resenha sobre essa série que me ganhou em tão pouco tempo.

Comecei a assistir despretensiosamente por causa da indicação de uma amiga e confesso que o piloto não me agradou tanto quanto eu pensei que iria, mas o elenco sim. Unir Elizabeth Hurley e William Moseley foi golpe baixo para o meu pobre coração! Porém, eles não foram os únicos motivos que me fizeram continuar acompanhando, afinal só de descobrir que Mark Schwahn (ele é o criador de One Tree Hill, gente!) é o roteirista da série, eu já sabia que vinha coisa boa pela frente.

Os temas abordados são, de certa forma, chocantes e polêmicos. Quem imaginaria ver a realeza britânica afundada em drogas e escândalos? Eu sei que é tudo fictício (ah, jura?), mas eu achei genial! Quebrou totalmente com aquele esteriótipo de que a realeza é sobre perfeição. Em The Royals, não há personagens perfeitos e isso deu um toque de “vida real” maravilhoso. Parece até que eles competem para ver quem faz mais besteiras! Além disso, amo o sarcasmo com o qual eles tratam tudo.

Os romances são um ponto divisor de águas. Por um lado, é legal que a série transite desde os casais água com açúcar (hello, Ophelia e Liam!) até os relacionamentos mais problemáticos (cof cof Jasper e Len cof), passando inclusive pelos altos e baixos de um casamento. Tudo com muita turbulência, é claro. Contudo, acho que eles já estão abusando da cota de triângulos amorosos (perdi até a conta de quantos foram). Sem contar que personagens que poderiam levar a um grande enredo amoroso simplesmente sumiram (ainda estou esperando uma continuação para a revelação que a Gemma fez sobre o Marcus sempre ter gostado da Ophelia…).

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Fazendo agora um panorama geral, na minha humilde opinião, a série evoluiu bastante. O enredo se tornou complexo e dramático de uma maneira incrível. Os fatos se desenrolam surpreendentemente e eu me vejo mais curiosa a cada episódio. Quase não estou conseguindo controlar minha ansiedade para a 3ª temporada! Não é a toa que The Royals é a minha série preferida do momento.

P.S.: A trilha sonora é do tipo que vai te fazer fuçar todos os cantos da internet atrás dos nomes das músicas!

Episódio destaque: 2×08 – Be All My Sins Remembered

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Música · Pessoal

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Vi essa tag no canal da Karol Pinheiro e achei a ideia tão legal que decidi imitar. Passei umas três horas seguidas sem intervalo em frente ao notebook para escrever esse post. Tive que reassistir todos os vídeos que coloquei aqui e nossa, foi como abrir uma caixinha cheia de lembranças que eu nem sabia que estavam lá! Foi maravilhoso escrever, então espero que gostem!

  1. Música favorita

Eita, que decisão complicada! Amo tantas músicas que não sei como eleger a minha favorita! Pensei nas primeiras composições da Demi, em alguma da Taylor e até mesmo na minha preferida do momento, que é Stitches, mas, no fim, Not That Far Away da Jennette foi a vencedora. Essa música representa tanta coisa na minha vida que não dá nem para começar a descrever.

 

  1. Música que mais odeia

Sem muitos comentários para essa música, afinal eu não a suporto.

 

  1. Música que te deixa triste

Triste? Say Something me deixa é deprimida, acabada, arrepiada… E lembrar do filme If I Stay é só um bônus pra me deixar pra baixo.

 

  1. Música que te lembra alguém

Essa deu trabalho pra escolher! Optei por Telephone porque eu nunca vou esquecer de quem me fez escutar ela pela primeira vez. Essa mesma pessoa, minha querida prima Karol, também foi quem me introduziu no mundo da música pop.

 

  1. Música que te deixa feliz

Músicas que me deixam feliz são aquelas bem fofinhas, do tipo unicórnios cor de rosa mesmo. Pra não acabar escolhendo uma música da Taylor como eu fiz várias vezes nesse post, selecionei Can’t Blame a Girl for Trying da Sabrina Carpenter.

 

  1. Música que te lembra um momento específico

Halo me traz taaantas lembranças! A mais específica que eu consigo recordar é minhas amigas e eu reunidas em um cantinho da escola quando essa música estava no auge e cantando em coro. Éramos crianças e estávamos cantando tudo errado, mas ninguém se importava, pois aquele momento era especial.

 

  1. Música que você sabe a letra inteira

Sei várias músicas de cor, mas Wildest Dreams simplesmente não me canso de ficar repetindo.

 

  1. Música que te faz dançar

Alguns diriam que essa não é a música ideal para dançar, entretanto não posso escutar essa melodia que já sinto uma vontade irresistível de fazer uma coreografia digna de filme de dança.

 

  1. Música que te ajuda a dormir

Músicas calmas me tranquilizam e me ajudam a dormir. Essa do James Bay é perfeita para alcançar um estágio elevado de paz mental. Sem contar que a letra é linda!

 

  1. Música que você gosta em segredo

Meu guilty pleasure número 1! Não era bem um segredo, mas agora todo mundo vai saber: sou super fã de Rebelde (o original mexicano)! Por mim eu teria colocado o cd todo aqui, contudo tinha que escolher uma, então peguei a música tema.

 

  1. Música com a qual você se identifica

A letra dessa música me inspira da maneira mais profunda possível. Eu realmente acredito que dedicação pode te levar a qualquer lugar, por isso me identifico tanto.

 

  1. Música que você cantava e agora odeia

Quando eu era criança e escutava uma música, já me considerava fã do artista. Olhando para o passado hoje, eu só consigo me fazer uma pergunta: O que eu tinha na cabeça???

 

  1. Música do seu disco preferido

Não é segredo pra ninguém que eu amo demais a Taylor e suas composições. Escolhi essa música para representar essa categoria, porque, apesar de eu estar gostanto bastante do novo cd, o meu disco preferido dela sempre vai ser Red.

 

  1. Música que sabe tocar em algum instrumento

Como faz pra responder essa pergunta se você não toca nada? Bom, só espero que os copos contem para alguma coisa…

 

  1. Música que gostaria de cantar em público

Definitivamente  eu amaria cantar essa maravilha em um karaokê ou algo assim.

 

  1. Música que gosta de ouvir dirigindo

Não dirijo e nem tenho uma música específica que gosto de escutar quando estou andando de carro, portanto Hands To Myself da Selena seria uma boa.

 

  1. Música da sua infância

Quando eu era pequena tinha um cd da Kelly Key e já viu, né? Essas são as músicas que resumem muitos anos da minha infância.

 

  1. Música que ninguém imagina que você goste

A música dessa categoria é uma que eu amo muuuuito e a letra é meio obscura, então acho que por isso a maioria das pessoas devia pensar que eu não curto.

 

  1. Música que você quer que toque no seu velório

Achei meio macabro, porém está na tag, tenho que responder haha. No meu velório (que eu espero que seja daqui a centenas de anos) quero todos chorando com See You Again.

 

  1. Música que você quer que toque no seu casamento

Clichê dos clichês! Já ouvi tanta gente dizendo que quer A Thousand Years tocando no seu casamento que até pensei em escolher outra, mas fazer o que se ainda tenho guardada em mim a menininha de 10 anos viciada em Crepúsculo e sonhando com o seu Edward ❤